
No passado fim de semana, a
caravana do downhill nacional deslocou-se bem perto da capital para
a segunda etapa da Taça de Portugal de DH.
Com a prova a cargo da
Geapro, era com alguma expectativa que os pilotos se deslocaram a
esta prova, depois de algum descontentamento por parte dos pilotos
no DHU da Guarda.
A pista não era
totalmente nova mas pareceu ter sido trabalhada um pouco
tardiamente, ao ponto de depois dos primeiros treinos ter ficado
já bastante degradada. O facto do percurso ser bastante
estreito, quase sempre em single track e com poucas
trajectórias, acabou por acelerar a degradação
da pista.
Num fim de semana com muito
calor e com uma pista muito técnica e complicada, não
era fácil adivinhar um vencedor pois era muito fácil
cometer erros, ao mesmo tempo que a preparação
física parecia um factor muito importante para conseguir um
bom crono nesta pista muito exigente fisicamente.
Na competição
propriamente dita, na classe de promoção, Rui Cabrita
viajou do Algarve para vencer a classe, conseguindo o melhor tempo
nas duas mangas e ficando bastante tempo no hot seat,
ao conseguir descer a pista em 3.25s. No segundo posto ficou Pedro
Dias, que mesmo com o segundo lugar não podia ter mais
motivos para sorrir, pois foi o vencedor do desafio Motovedras,
tendo ganho uma das 20 specialized Big Hit presentes na prova.
Hélder Marques, outro homem a correr neste mesmo desafio
Motovedras, ficou no terceiro posto a pouco mais de 2s do
vencedor.
Na classe de Cadetes
tivemos muita luta e um vencedor surpresa, depois de Quico se ter
apresentado em São Brás como o principal favorito a
vencer a classe este ano. Depois de uma queda na primeira manga
conseguiu melhorar o seu tempo para terminar com 3.29s e conquistar
o melhor tempo provisório. Mas faltava descer João
Marinho, que havia feito o melhor tempo da primeira manga, que
conseguiria melhorar em 6 segundos o tempo da primeira manga,
acabando assim com 3.26s e vencendo, com alguma surpresa a
categoria.
No terceiro posto um
repetente, José Silva, que depois de surpreender no Algarve
neste seu primeiro ano nos Nacionais, mostrou que tem grande
andamento, ficando a pouco mais de 4s do vencedor.
Nas senhoras, depois de
alguma confusão devido á separação das
várias atletas por classes, foi Áurea Agostinho a
vencedora, com o tempo de 3.53s. Bastante á vontade nesta
pista esteve Jullyana Santo, que levou para casa o segundo posto, a
mais de 15s da vencedora. Depois das quedas em São
Brás, Carinha Padilha levou para casa o terceiro posto, com
o tempo de 4.31s.
De destacar a
presença de Mariana Nazaré, que se viu a correr com
os Cadetes Masculinos e ainda algumas atletas a correrem em
Promoção mas que com certeza seriam bem vindas em
mais provas e se possível a correrem Federadas, pois dariam
ainda um maior colorido a uma classe com poucos atletas e que pelas
medidas que vimos ser tomadas nesta prova, parece que a
federação não mostra grande interesse em mudar
essa tendência.
Nos Velhinhos, com
João Estêvão ausente, foi a vez de
Camané voltar ás vitórias, depois de um longo
período ausente devido a lesão, deixando José
Salgueiro mais uma vez no segundo posto. Paulo Pereira levou para
casa o terceiro posto, com o tempo de 3,52s , a pouco mais de 9s do
vencedor.
Nos veteranos A, depois de
ter dominado a classe no Algarve, José Sousa teve de se
contentar com o segundo posto, pois Rui Pinto, com uma segunda
manga ao ataque levou de vencida com o tempo de 3,18s , deixando
José Sousa a 2s. Daniel Ferreira ficou na terceira
posição, a mais de 10s do vencedor.
Na classe Júnior,
José Borges voltou a vencer, com o crono a parar em 3,15s
,embora tenha tido bastante oposição de Joel
Ferreira, que terminou a menos de 0,2s. Pedro Rodrigues, mesmo sem
descer a segunda manga ficou em terceiro a pouco mais de 3s do
vencedor.
Nos Elites, a luta
previa-se renhida pois eram muitos os factores que iriam ter o seu
peso na classificação. Depois de uma primeira manga
bastante apertada com Cláudio Loureiro, Emanuel Pombo e
Renato Ventura muito próximos, juntamente com um
rápido Neozelandês de nome Wyn Masters a mostrarem que
podiam lutar pela victória na segunda manga. No final Marco
Fidalgo melhorou o seu tempo para quase bater o melhor tempo da
primeira manga mas logo a seguir seria o seu colega de equipa a
ocupar ao primeiro lugar com apenas Pombo e Loureiro para descer.
Na parte final da descida Pombo dá uma pancada forte e perde
as hipóteses de melhorar o seu tempo, ficando com o 2º
lugar provisório, mas seria Loureiro a pulverizar a sua
marca da primeira manga para vencer pela primeira vez com algum
á vontade este ano, com o tempo de 2,05s. Renato Ventura
ficou assim com o segundo posto, com Pombo a ocupar o lugar mais
baixo do pódio com 3,08s.
Esperemos agora pela
terceira etapa, que depois de alguma discussão e
descontentamento por parte dos pilotos em relação
á organização, deixou no ar a necessidade de
rever alguns pormenores em relação á forma
como as diferentes organizações regem as provas que
contam para a mesma classificação geral. Até
aos Arcos…
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